Fluir 2 - Livro de Esboço
- Para de gritar isso seu i
- 10 de abr. de 2020
- 1 min de leitura
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Aha florzinha! Peguei você com as pétalas ao vento, dançando na suavidade da atmosfera mais limpa. Sinta. Sinta. Ela dando oi para o vento. Tento. Vamos, da sacada na nave sem idade. Cada petalazinha parece uma orelhinha. Não que a minha tenha a capacidade de se mexer assim. Mas é sobre textura o ponto em questão... Assim de olhar e lembrar da última vez que peguei nas duas, parece igual a parte interna da orelhinha do cachorro. Aquela que o irmão da gente fica apertando dizendo que o bicho gosta. A gente chama a atenção, ele para. E volta. Para e volta. E insiste que o bicho gosta. Não sei. O bicho fica lá tranquilão deitado. Reclamar mesmo, não reclama. Vai ver que acostumou. E faz um favor pro bicho humano.
Mas, daí o cachorrinho morre e a gente fica sem a orelha que voa no vento durante a corrida. E fica a lembrança do bicho que virava um tipo dum coelho correndo, correndo. Mas aí tem a florzinha para gente lembrar disso tudo. É, florzinha... Sem máscara é bom, né? Depois dessa quarentena vou aproveitar para tirar todas, todinhas as máscaras. Ah, tá... Tá bom. Viu, será que cola dizer que vou dar uma descidinha para dar uma volta com a samambainha da mamãe? Ela anda com medo de voar. Não força. Não força. Nem vento tem. Nem lento vem.
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