Fluirse 13 - Livro de Esboço
- Para de gritar isso seu i
- 17 de mai. de 2020
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Olha. De baixo pra cima.
De baixo.
Pra cima.
A planta, essa sim santa, dança.
Pra lua.
Essa sim sua.
Essa sim na rua.
Engula.
Vontade nua.
Foz muda.
Voz crua.
Perscruta
Escuta.
De baixo pra cima.
Dá mão.
Não.
Nunca deram. Não vai ser agora. Fora. Jorra noite na pétala deserta. Acerta o alerta. Mal te quer. Bem que te quis. Miss ventania . Mais cercania. Interrompe a lua para ela não minguar. Fustiga a sina. Vira em outra esquina . Não murcha a bola. Gira a roda. Tonta sola do chinelo. Preso pelo libelo. Livre entre os farelos divididos num esparramo do alto do ap entre as bocas, folhas e terra. Passa a serra.
De cima para baixo. Vê do outro lado aquele espaço entre o dormir e o ir depois da onda. Zonza. Apronta a fala falsa. Faça a faca lá da maca ser justa. Custa aguentar insanos. Incrusta a cruz no pulso já fraco. Cristos tantos. Salve-se quem puder. O último suspiro perto do ar cheiroso de eucalipto da madeira. Veia cheia de jugo. Computo as perdas. Confusas as cercas. Fusas as mesmas, por favor. As mesmas sextas. De novo. Na mesa. Creia. Nem sobrou farelo na meia. Mas ainda assim tem aroma na lua cheia.
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