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Momento de Chuva


Torvelinho. Roda moinho. Chove no linho. No nozinho. Amassa tudinho. Mas fica fresquinho. Passa. Passa. Não passa. E isso não passa. Tempestade sem idade. Alaga a maca. Afaga a adaga. Chove chuvinha até o brilho no hall. Na vida pedindo sol para arco-íris. Virgi... Santa que a fome era tanta. E as mantas? E a falta de mangas? E as franjas dos rios? Secando. Selando o contrato com a morte. Chove forte chuvinha. Vira a esquina. Livra a sina. Chove fina chuvinha. Mira linha. Segue o corte. Tece o norte.

Não que o relflexo na água me lembre do tecido Angelo Esmanhotto. Não. Ou sim. Me lembra do triste tecido. Social. De ponta cabeça. Nuns momentos forma na minha retina uma pessoa à toa, pedindo aconchego. Em outros me parece a cara de uma vaca profana, “pra fora e acima da manada”. Nada, nada. Nada abala. Nada cala.

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Post%20Verde%20e%20Rosa%20de%20Cosm%C3%A
Karen Monteiro - jonalista produtora de conteúdo e tradutora do alemão e inglês
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