Que música essa gravura te lembra? Com Cesar Almeida.
- Para de gritar isso seu i
- 18 de set. de 2020
- 3 min de leitura
Atualizado: 19 de set. de 2020

César Almeida dirigiu mais de 55 espetáculos em Curitiba. Sucessos como Querelle, Hamletrash, Maria Bueno, São Sebastião, Ardor, A Autoridade do Desejo, AAASSS, Escravagina, Projeto Queer, Cesar, o Vampiro. Todos de sua autoria ou releitura de textos clássicos da dramaturgia. Ele nasceu em 13/04/1963. Cursou arquitetura e urbanismo na UEL- Londrina, mas deixou o curso para dedicar-se ao teatro. Mudou-se para Curitiba em 1982, onde cursou CPT- Curso Permanente de Teatro- Fundação Teatro Guaíra. Forma-se em 1985. Segue então para Londres a fim de complementar seus estudos. Lá freqüentou vários workshops em templos da modernidade londrina, como ICA e Riverside Studios, travando contato com a efervescência londrina dos anos oitenta como o bailarino Michael Clark, o diretor de cinema Derek Jarman, Leigh Bowery, entre outros.
Retorna ao Brasil em 1987 e registra formalmente RAINHA DE DUAS CABEÇAS, grupo que dirige desde sua fundação, há 30 anos.
Já fez parte da Ópera Seca de Gerald Thomas, na década de 90 ,um dos maiores encenadores do país do século XX.
Atualmente, busca novos rumos e parcerias para sua companhia.
Essa é a primeira gravura que mostrei para ele.

ARTISTA: Theodoro De Bona TÍTULO: Sem título (“Tentação”) DATA: 1977 TÉCNICA: Litografia/ P.A. DIMENSÕES: 25 x 33 cm DESCRIÇÃO DA OBRA: Estudos de figuras humanas (nus femininos). DADOS DO ARTISTA: Morretes, PR., 1904 – Curitiba, PR, 1990. Estudou com Alfredo Andersen em Curitiba, entre 1922 e 1927, seguindo nesse último ano para a Itália a fim de se aperfeiçoar. Foi aluno de Ettore Tito e Vincenzo diStefani na Real Academia de Belas Artes de Veneza, cidade na qual se radicou por dez anos, participando durante esse longo período de várias mostras importantes efetuadas em Florença, Roma e Veneza - inclusive da Biennale de 1930-34. Integrou ainda o Grupo CàPesaro, composto por jovens artistas de linguagem renovadora, entre os quais se achava o futuro grande pintor Santomaso.
Retornando ao Brasil em 1936, no ano seguinte expôs 120 telas em Curitiba e São Paulo. De 1939 em diante expôs no Salão Nacional de Belas Artes, sendo premiado em 1939 e 1959. Vivendo alguns anos no Rio de Janeiro, interessou-se pelos tipos populares e pelas favelas, que retratou em inúmeras obras. Em 1947, por encomenda do Governo Paranaense, pintou dois painéis históricos, Instalação da Província do Paraná (Palácio Iguaçu) e Fundação de Curitiba (Colégio Estadual do Paraná). Em 1965, realizou individual na Biblioteca Pública de Curitiba e em 1970 assumiu a direção da Escola de Belas Artes do Paraná, da qual foi professor catedrático de Pintura de nu.
De Bona cultivou todos os gêneros, destacando-se, porém, como paisagista e pintor de figuras. Um de seus maiores triunfos deu-se em 1934, ainda na Itália, quando, participando de concurso instituído pela Rainha, no qual o assunto obrigatório era um episódio da Guerra de 1914, foi um dos 48 finalistas, classificando-se entre 898 pintores, tendo sido seu trabalho adquirido pelo Município de Longaroni. Em outra ocasião, na XVII Bienal de Veneza, o próprio Rei da Itália lhe adquiriu o óleo Paesesottola neve. (José Roberto Teixeira Leite)
- Quer falar um pouco sobre o porquê de ter escolhido as músicas?
- Acho que podem criar um clima para apreciação das obras...
- Você já conhece as músicas há muito tempo?
- Sim. São músicas que eu gosto muito.
A resposta, aparentemente simples, que o Cesar me deu sobre a escolha das músicas é bem coisa de diretor de teatro. Pensou, tenho pra mim, em ambientar a obra como se ela fosse um personagem para dançar ao ritmo da trilha. O que achei mais bacana é que o Cesar esteve a ponto de desistir de mandar porque estava achando muito difícil o meu pedido. Coisa de quem tem muita referência, quer pesquisar mais, quer ser exato e não quer falar besteira (pensei, chutando, eu comigo). Eu insisti, argumentando que não precisava ser nada muito elaborado. Era só sentir... Aí ele topou. Encaixou as músicas do coração nas imagens...
Essa é a outra gravura que eu apresentei para ele.

ARTISTA: Werner Jehring TÍTULO: Noha DATA: Sem data. TÉCNICA: Xilogravura, 9/30. DIMENSÕES: 15 x 12 cm. DADOS DO ARTISTA: Bautzen, Alemanha, 1905 – Curitiba, PR, 1992. Pintor e gravador. Veio para o Brasil em 1933, fixando-se em Curitiba, PR. Foi discípulo de Traple e de Poty. Foi um importante artista no movimento de Renovação da Arte Paranaense.
E essa a música para dar o clima.
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